quarta-feira, 29 de junho de 2016

Pudera eu

Pudera eu devolver-te a leveza dos pássaros
para que voasses nas margens do rio
o sorriso que, desperto, em teu olhar
te ilumina o entardecer.
Pudera eu retirar todos os limos
que te resvalam nos gestos
a fragilidade do chão, escorregadio
sob os teus pés vacilantes.
Pudera eu devolver-te num raio de sol
a seiva a pulsar, qual primavera em apogeu
a cingir-te nos braços, o rio ao amanhecer.
Pudera eu atrasar os ponteiros do relógio
para te retardar no rosto os teus olhos cor de rio.

Texto
Ailime.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Nós, Poetas

Nós, Poetas, somos prisioneiros das noites de Luar,
Sonhadores que sonham acordados nas madrugadas solitárias,

Contempladores de estrelas frias, soltas e sem par.
Ah! Nós, Poetas...

Perdemos a contagem até dos nossos dias,
Compondo versos e reversos,

De vidas felizes e de vidas vazias!
Somos dominados por pensamentos de asas,

Fazemos voos rasantes e atravessamos mares e oceanos,
Despertamos até os diamantes!

Nós, Poetas, somos como loucos,
Levados nos braços do vento,

Pra longitudes e altitudes extremantes.
Entregamos suspiros e beijos,

Em linhas de doces poesias.
Somos apaixonados e até exagerados,
Poetas poetantes da arte de amar.
Rozilda Euzebio Costa